Ronaldo Loyola, da Loyola HR Consulting, esteve entre outros convidados no Painel RH + I.A que reuniu profissionais de RH, psicologia e consultoria para debater retenção e cultura na era da inteligência artificial.

Maringá (PR), julho de 2026 - O Mixtra, uma empresa do DB1 Group, promoveu no dia 16 de julho o Painel RH + I.A, encontro que reuniu executivos de RH para debater como as empresas podem absorver a inteligência artificial sem perder cultura, propósito e vínculo com as pessoas. Realizado em parceria com o podcast Na Trincheira, o evento aconteceu no Lumino Park, em formato híbrido, com 40 participantes presenciais e transmissão on-line ao vivo.

Conduzido por Rafael de Paula, host do Na Trincheira e coordenador de Gestão de Pessoas na DB1 Group, o painel partiu de uma provocação central: a IA transforma processos em ritmo exponencial, mas cultura, comportamento e confiança continuam se transformando em velocidade humana. A partir daí, os participantes trocaram experiências práticas sobre retenção de talentos, saúde mental, ética e o papel da liderança nessa transição.

Um debate sobre o que não muda quando tudo muda

O tom da conversa foi dado logo na abertura: em meio à corrida por novas ferramentas, o desafio das áreas de gestão de pessoas não é apenas tecnológico, é humano. Os painelistas convergiram na ideia de que a tecnologia muda tarefas e processos, mas não substitui a cultura organizacional, o senso de propósito e o vínculo das pessoas com o trabalho.

"A inteligência artificial é uma ferramenta. O desafio que ela coloca para as pessoas é de adaptação e superação", afirmou Rafael de Paula.

Cultura, valores e retenção na era da IA

Para Ronaldo Loyola, sócio-fundador da Loyola HR Consulting e executivo com mais de 35 anos de experiência corporativa, a retenção raramente tem causa única. Antes, as pessoas deixam as organizações pelo acúmulo de experiências e pela incoerência entre o que a empresa declara e o que pratica. Ele defendeu que a IA não substitui o humano, mas altera o tipo de entrega que o mercado espera das pessoas, valorizando o que não é automatizável: confiança, ética, empatia e a capacidade de decidir e inspirar.

"A velocidade da tecnologia é exponencial, mas a velocidade da cultura continua sendo humana", disse Ronaldo Loyola.

"As pessoas não resistem à tecnologia, elas resistem ao medo de perder relevância. Por isso, implantar IA é também um projeto de gestão de pessoas, não apenas de TI", completou o consultor.

O case de uma empresa "IA First" e "People First"

Jean Baldaia, analista de Inovação e Sustentabilidade da TecnoSpeed, empresa de tecnologia sediada em Maringá-PR, compartilhou como a companhia incorporou a IA ao dia a dia. Em vez de tratar a tecnologia como ameaça, a empresa passou a incentivá-la abertamente como aliada, criando um desafio interno com bonificação e premiação para ideias e automações propostas pelos próprios colaboradores, de todas as áreas.

"A gente vê a pessoa antes da IA. Enxergamos a IA como aliada do profissional. Afinal, um martelo sem ninguém para usá-lo é apenas um pedaço de ferro", afirmou Jean Baldaia.

Segundo ele, os quatro valores que a TecnoSpeed chama de "molho especial", que são colaboração, confiança, proatividade e conhecimento, foram o que permitiu adotar a tecnologia sem quebra de confiança. "Pessoas e processos não são conflitantes: os processos existem para as pessoas e por causa delas", resumiu.

Saúde mental, medo e os limites da tecnologia

Matheus Riegler de Sousa, psicólogo da Prisma Psicologia, trouxe a perspectiva da saúde mental. Para ele, o medo diante da mudança é natural, mas se intensifica quando existem lacunas de comunicação. A segurança vem da clareza sobre propósito, papéis e futuro. O psicólogo também alertou para riscos concretos do uso indiscriminado da IA, como a intensificação da carga de trabalho, fator associado ao burnout, e o "atrofiamento" de funções cognitivas como atenção e raciocínio.

"O centro de gravidade das discussões precisa estar no ser humano, não na tecnologia", afirmou Matheus Riegler de Sousa.

"Nada garante que a IA seja blindada do machismo ou do etarismo, porque ela reproduz a nossa sociedade. Essa responsabilidade é humana", ponderou o psicólogo, ao comentar o uso de IA em recrutamento e seleção.

Ética, liderança e o papel do RH

Na sessão de perguntas, presencial e pelo chat, o público levantou temas como a integração consciente da IA, o equilíbrio entre produtividade e desenvolvimento profissional e a ética em recrutamento e seleção. Houve consenso de que a decisão sobre pessoas não pode ser delegada a algoritmos e de que o papel da liderança e do RH é insubstituível: cabe a eles transformar dados em diálogo e diálogo em comportamento. Como sintetizou Ronaldo Loyola, "a IA pode selecionar candidatos, mas continua sendo a inteligência humana que escolhe pessoas".

O RH raramente reclama do valor que a empresa investe em benefícios. Reclama de outra coisa: da fragmentação. São fornecedores diferentes para vale-refeição, academia, saúde e mobilidade, cada um com seu login, seu contrato, sua regra e seu boleto.

O resultado é uma operação que consome tempo, gera retrabalho e, no fim, entrega ao colaborador um pacote que ele mal sabe que tem, e por isso usa pouco.

Este artigo foi escrito para quem gerencia e decide sobre benefícios no dia a dia: analistas e gestores de RH e DP. Ele explica o que é o Mixtra Benefits, como a centralização em uma única solução muda a rotina do RH e por que essa organização se traduz em mais engajamento do colaborador sem que a empresa perca conformidade nem flexibilidade.

O que é o Mixtra Benefits

O Mixtra Benefits é uma plataforma de benefícios flexíveis que reúne três componentes que trabalham juntos: um aplicativo de benefícios, um marketplace de parceiros (como Wellhub, TotalPass e Odontoprev) e um cartão multibenefícios próprio, sob bandeira Mastercard.

Na prática, é o shopping de benefícios na palma da mão do colaborador: no app, ele enxerga tudo o que tem, descobre os parceiros, faz simulações e contratações e acompanha o saldo em tempo real. Com o cartão, ele usa em compras diversas do dia a dia, inclusive no exterior. A empresa organiza o que oferece tudo em um lugar só e o colaborador escolhe o que faz sentido para a realidade dele.

Para o RH, isso significa trocar a gestão pulverizada de vários fornecedores por uma operação centralizada, com um cartão multi-categoria no lugar de cartões, vales e portais separados. Para o colaborador, significa ver tudo em um só lugar e usar de forma simples no dia a dia.

O Mixtra Benefits está inserido dentro do ecossistema Mixtra, a plataforma de soluções para o RH do Grupo DB1, o que faz dele muito mais do que um cartão ou um aplicativo: é a porta de entrada para uma estrutura integrada de benefícios, folha e soluções financeiras. Voltamos a esse ponto mais adiante.

O problema: benefícios espalhados e pouco usados

Quando os benefícios estão distribuídos entre múltiplos fornecedores, e o custo aparece em lugares que nem sempre entram na conta. As dores mais comuns que o RH reconhece são:

Gestão descentralizada. Cada fornecedor tem seu portal, seu ciclo de faturamento e suas regras. Consolidar tudo vira um trabalho manual recorrente, sujeito a erro.

Baixa visibilidade do que é oferecido. Sem um ambiente único, fica difícil mostrar ao colaborador, e à diretoria, o valor real do pacote de benefícios.

Comunicação fragmentada e baixa adesão. Se o colaborador não sabe o que tem disponível, ele não usa. E benefício que não é usado deixa de ser percebido como valor, o que enfraquece a retenção.

ROI invisível. A baixa utilização torna difícil medir o retorno do investimento em benefícios, justamente quando o RH precisa justificar cada real.

Risco de conformidade. As regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) exigem atenção. Modelos improvisados aumentam o risco regulatório.

Repare que o problema central não é o quanto se gasta, mas sim a falta de organização e clareza sobre o que é oferecido. É exatamente aí que a centralização faz diferença.

Como funciona: um app, um cartão multi-categoria e um marketplace

O Mixtra Benefits organiza os benefícios em torno de três componentes que trabalham juntos: o app, onde o colaborador enxerga e gerencia; o cartão, com que ele paga; e o marketplace, que amplia o pacote com parceiros.

O app de benefícios

O aplicativo é o centro da experiência. É nele que o colaborador vê, em um só lugar, tudo o que a empresa oferece: saldo por categoria em tempo real, parceiros disponíveis, resumos de cada oferta, simulações e contratações. Em vez de depender de o RH explicar cada benefício por e-mail, o colaborador descobre e ativa sozinho o que tem direito. Para o RH, esse é o ambiente que resolve de vez a comunicação fragmentada: o que está disponível fica visível para quem usa.

O cartão multibenefícios

Em vez de vários cartões e vales separados, o colaborador recebe um único cartão multi-categoria que cobre diferentes frentes do pacote de benefícios: Vale-Alimentação, Vale-Refeição, Mobilidade, Cultura, Educação, Saúde, Home Office e uma categoria Livre. A empresa define as categorias e os valores. O colaborador usa com a autonomia de quem escolhe o que precisa, na aceitação ampla da bandeira Mastercard que, inclusive, acumula pontos no programa Mastercard Surpreenda.

O marketplace de parceiros

Além do cartão, o Mixtra Benefits reúne um clube de parceiros, como Wellhub, TotalPass e Odontoprev, que amplia o alcance do pacote para saúde, bem-estar e outras categorias. É o que dá ao benefício a característica de um "shopping": um lugar onde o colaborador descobre e ativa o que tem direito, sem depender de comunicação manual do RH para cada novidade.

A soma dos dois entrega ao RH o que ele mais precisa: centralização da gestão de um lado, flexibilidade para o colaborador do outro. Padroniza a operação sem engessar a escolha de quem usa.

Os diferenciais que importam para a decisão do RH

Na hora de comparar soluções de benefícios flexíveis, aceitação e bandeira já são commodity. O que realmente diferencia o Mixtra Benefits para a rotina do RH:

Migração paralela sem downtime. A empresa troca de fornecedor sem interromper o uso pelo colaborador. A transição acontece em paralelo, o que remove o principal medo de quem pensa em mudar: parar a operação no meio do caminho.

Conformidade PAT mantida no modelo flexível. O Mixtra Benefits atende às exigências regulatórias do Programa de Alimentação do Trabalhador, combinando flexibilidade com segurança regulatória.

Implantação rápida, entre 7 e 10 dias. A modernização do pacote não exige um projeto de meses.

Mínimo de 1 colaborador para contratar. Não há barreira de porte. Enquanto boa parte dos concorrentes exige dezenas de vidas para começar, aqui a empresa contrata na escala que faz sentido para ela.

NPS médio acima de 85. Um indicador de que a experiência entrega o que promete, tanto para o RH quanto para o colaborador.

SLA dedicado e gerente de conta para empresas acima de 50 vidas: suporte de quem opera com quem oferece.

O Mixtra Benefits dentro do ecossistema Mixtra

Nenhuma solução do Mixtra existe isoladamente, e isso é uma vantagem concreta para o RH. O Mixtra Benefits permite acessar benefícios com mais flexibilidade, e está inserido dentro de um ecossistema com diversas outras soluções para o RH.

Na prática, o ecossistema Mixtra conecta benefícios, folha de pagamento e soluções financeiras em uma única estrutura. Isso significa que o RH que centraliza benefícios hoje tem, no mesmo ambiente, o caminho para integrar despesas corporativas, despesas corporativas e resgate salarial sem criar mais uma ilha de sistema a cada nova necessidade. É a diferença entre contratar um fornecedor pontual e adotar uma plataforma que cresce junto com a operação.

Esse é também o principal diferenciador diante de outras soluções do mercado: o Mixtra Benefits é a entrada em uma infraestrutura integrada, sustentada por mais de 25 anos de trajetória do Grupo DB1 em tecnologia corporativa.

O que muda para o colaborador

Do lado de quem usa, a proposta é simples e direta: ver todos os seus benefícios em um só lugar e usar sem complicação. Um único cartão, mais liberdade de escolha e uma experiência digital que não depende de o RH explicar, um a um, o que está disponível.

Para o RH, essa simplicidade tem um efeito prático: mais adesão, mais uso e um benefício que volta a ser percebido como valor. Colaborador que entende e usa o que tem é colaborador mais engajado, e engajamento é o que sustenta retenção.

Perguntas frequentes

O que é o Mixtra Benefits?

É uma plataforma de benefícios flexíveis que reúne um aplicativo de benefícios, um marketplace de parceiros e um cartão multibenefícios Mastercard multi-categoria. Permite que a empresa centralize a gestão dos benefícios e que o colaborador acesse tudo em um só lugar, pelo app. Faz parte do ecossistema Mixtra, de soluções para o RH.

O colaborador gerencia os benefícios pelo aplicativo?

Sim. O app é o centro da experiência: nele o colaborador vê o saldo por categoria em tempo real, conhece os parceiros disponíveis, faz simulações e contratações e acompanha o uso sem depender de comunicação manual do RH.

Quais categorias o cartão multibenefícios cobre?

Vale-Alimentação, Vale-Refeição, Mobilidade, Cultura, Educação, Saúde, Home Office e uma categoria Livre. A empresa define as categorias e os valores de acordo com sua política de benefícios.

Trocar de fornecedor para o Mixtra Benefits interrompe o uso pelo colaborador?

Não. A migração é paralela e sem downtime: a transição acontece sem parar o uso pelo colaborador.

O Mixtra Benefits atende às regras do PAT?

Sim. A conformidade com o Programa de Alimentação do Trabalhador é mantida mesmo no modelo flexível.

Existe porte mínimo para contratar?

O mínimo é de 1 colaborador, sem barreira de porte. A implantação leva, em média, de 7 a 10 dias.

O Mixtra Benefits funciona sozinho ou preciso contratar o ecossistema todo?

Funciona de forma independente, mas se conecta às demais soluções do ecossistema Mixtra (folha, despesas corporativas, antecipação salarial e crédito), permitindo centralizar mais operações no mesmo ambiente quando a empresa quiser.

Tenha o controle novamente

Modernizar o pacote de benefícios não é uma questão de gastar mais, e sim de organizar melhor o que já se oferece. Enquanto os benefícios seguem espalhados em múltiplos fornecedores, o RH perde tempo com gestão fragmentada e o colaborador deixa de usar aquilo que tem direito. Centralizar em um único cartão multibenefícios, com a flexibilidade de um marketplace, devolve controle ao RH e clareza ao colaborador.

Dentro do ecossistema Mixtra, o Mixtra Benefits faz essa centralização sem sacrificar conformidade nem flexibilidade — e abre caminho para uma operação de RH cada vez mais integrada. Se a sua empresa quer sair da gestão pulverizada de benefícios e oferecer uma experiência que o colaborador realmente use, fale com um especialista do Mixtra Benefits e veja como centralizar tudo em um só lugar.

Toda empresa que cresce esbarra no mesmo problema: as despesas se multiplicam, se espalham por vários colaboradores e viram um quebra-cabeça no fechamento do mês. Adiantamentos de dinheiro, comprovantes perdidos, reembolsos atrasados e planilhas que ninguém consegue conciliar.

É nesse cenário que o cartão corporativo empresarial deixa de ser um detalhe financeiro e passa a ser uma ferramenta de gestão.

Se você é responsável pelo financeiro, pelo RH ou pela gestão de uma empresa e quer entender de uma vez como o cartão corporativo funciona, quando ele faz sentido e como escolher o modelo certo, este guia é para você.

Vamos cobrir desde o conceito básico até a criação de uma política de uso, passando pelos comparativos que mais geram dúvida na hora da decisão.

Ao final, você vai saber não só o que é um cartão corporativo, mas como usá-lo para ganhar controle, reduzir trabalho manual e tomar decisões financeiras com mais previsibilidade.

O que é um cartão corporativo empresarial e como funciona

Um cartão corporativo empresarial é um meio de pagamento emitido em nome da empresa (ou vinculado a ela) e disponibilizado aos colaboradores para cobrir despesas relacionadas ao trabalho. Em vez de o funcionário gastar o próprio dinheiro e pedir reembolso depois, ele paga diretamente com o cartão da empresa.

Na prática, o funcionamento é simples: a empresa contrata o cartão, define limites e regras de uso, distribui os cartões para as pessoas certas e acompanha cada transação. Cada gasto fica registrado e vinculado a quem fez, quando, onde e por quê.

A grande diferença em relação a um cartão pessoal está no controle. O gestor consegue definir quanto cada colaborador pode gastar, em quais categorias, e visualizar tudo em um só lugar. Em modelos mais modernos, esse acompanhamento acontece em tempo real, sem precisar esperar a fatura fechar.

Para que serve: principais usos no dia a dia da empresa

O cartão corporativo é versátil e atende a diferentes tipos de despesa. Entre os usos mais comuns estão:

O ponto comum entre todos esses usos é a previsibilidade. Quando a empresa concentra as despesas em um cartão com regras claras, ela passa a enxergar para onde o dinheiro está indo, e esse é o primeiro passo para controlar e otimizar gastos.

Cartão corporativo pré-pago x pós-pago: qual escolher

Uma das primeiras decisões é entre o modelo pré-pago e o pós-pago. Cada um tem uma lógica diferente de controle e fluxo de caixa.

No cartão pré-pago, a empresa carrega um saldo antecipadamente e o colaborador só pode gastar até esse valor. É como abastecer o cartão antes do uso. No cartão pós-pago, funciona como um cartão de crédito tradicional: o colaborador gasta e a empresa paga depois, na fatura.

CritérioPré-pagoPós-pago
Controle de limiteMáximo: só gasta o que foi carregadoDepende do limite e da política definida
Risco de estouroMuito baixoExiste, se a política for frágil
Fluxo de caixaDinheiro sai antes do usoDinheiro sai depois, na fatura
IndicaçãoEquipes maiores, despesas variáveis, mais controleEmpresas com fluxo previsível e governança madura

Não existe modelo universalmente melhor: a escolha depende do grau de controle que a empresa precisa e de como ela prefere organizar o caixa. Muitas empresas combinam os dois, usando cartões pré-pagos para a maioria das equipes e pós-pago para casos específicos.

Cartão corporativo x reembolso: quando usar cada um

Outra dúvida frequente é se o cartão corporativo substitui o reembolso. A resposta é: não necessariamente, os dois podem coexistir.

O reembolso continua útil para despesas pontuais, imprevistas ou de colaboradores que raramente gastam pela empresa. Já o cartão corporativo tende a atender melhor as despesas frequentes e previsíveis, justamente por eliminar o adiantamento e simplificar o registro.

CritérioCartão corporativoReembolso
Quem adianta o dinheiroA empresaO colaborador
Registro da despesaVinculado à transação, automáticoManual, após o gasto
Velocidade do fechamentoMais rápidaDepende do envio dos comprovantes
Experiência do colaboradorNão compromete o próprio dinheiroPode gerar atrito e espera
Melhor paraDespesas frequentes e previsíveisCasos específicos e esporádicos

A tendência das empresas que amadurecem sua gestão financeira é migrar a maior parte das despesas para o cartão e manter o reembolso apenas para exceções. Isso reduz o atrito com os colaboradores e dá mais controle ao financeiro.

Benefícios do cartão corporativo para a gestão financeira

Quando bem implementado, o cartão corporativo gera ganhos que vão muito além da conveniência de pagar sem adiantamento. Os principais são:

Esse controle tem um efeito direto na previsibilidade financeira. Ao concentrar e padronizar as despesas, a empresa consegue identificar gastos desnecessários e planejar melhor o orçamento, um benefício que costuma justificar a adoção por si mesmo.

Se a sua empresa ainda lida com despesas espalhadas e difíceis de rastrear, vale entender como uma solução de gestão de despesas corporativas pode mudar esse cenário. Veja como o Mixtra Corporate organiza tudo em um só lugar.

Os riscos de gerir despesas sem controle (e como o cartão corporativo reduz cada um)

Antes de escolher um modelo, vale enxergar os riscos que aparecem quando as despesas da empresa são geridas no improviso, com dinheiro adiantado, cartões pessoais ou cartões de banco sem visibilidade. O cartão corporativo empresarial existe justamente para reduzir esses pontos de exposição.

Uso indevido por falta de regras claras.

Um cartão sem política de uso e sem limites definidos abre espaço para gastos fora do propósito da empresa, de compras pessoais a despesas não autorizadas. E, sem um termo que estabeleça o que é permitido e quais as consequências do uso indevido, a empresa fica sem base para cobrar o colaborador depois.

A mitigação combina limites por colaborador e por categoria com uma política de uso assinada (tema que detalhamos mais adiante).

Adiantamento de dinheiro na conta do colaborador.

Transferir valores ao CPF do funcionário para cobrir viagens ou eventos cria dois problemas: o risco de o dinheiro não ser devolvido (ou ser usado para outra finalidade) e a dificuldade de justificar essa movimentação do ponto de vista fiscal.

Como o cartão corporativo pré-pago você mantém o saldo sempre em nome da empresa e o dinheiro nunca chega à conta do colaborador, o que elimina o adiantamento e o risco associado.

Passivo fiscal e trabalhista.

Pagamentos recorrentes e previsíveis feitos diretamente ao colaborador, fora de uma estrutura adequada, podem ser interpretados como parte da remuneração e gerar cobrança retroativa de encargos. As regras tributárias variam conforme a natureza do pagamento, então a recomendação é sempre validar o enquadramento com a área contábil ou jurídica.

Concentrar as despesas operacionais em um cartão corporativo, em vez de repassar dinheiro ao CPF, ajuda a manter essa separação clara.

Falta de rastreabilidade.

Com cartões de bancos tradicionais, muitas vezes a empresa só descobre onde o dinheiro foi gasto quando a fatura fecha, ou depende de o colaborador juntar comprovantes manualmente. Isso atrasa o fechamento e abre espaço para erros e fraudes.

O acompanhamento em tempo real permite ver cada transação no momento em que acontece e agir na hora, inclusive bloqueando um cartão suspeito ou perdido.

Descontrole de caixa.

No modelo pós-pago sem limites bem definidos, a conta só aparece no fim do mês, às vezes muito acima do previsto. O modelo pré-pago, com recarga antecipada, dá previsibilidade: a empresa só disponibiliza o que planejou gastar.

Cartões ativos de ex-funcionários.

Um colaborador desligado que continua com um cartão ativo é uma porta aberta para prejuízo. Em uma plataforma de gestão, o bloqueio e a zeragem do limite são imediatos, sem depender do banco.

Múltiplos cartões e fornecedores dispersos.

Empresas com operações em vários estados ou áreas às vezes acumulam cartões de bancos diferentes, cada um com sua fatura e sua regra.

Centralizar tudo em uma única plataforma, com quantos cartões forem necessários e separação por centro de custo, reduz a complexidade e devolve a visão do todo.

Como o cartão corporativo simplifica a prestação de contas

A prestação de contas costuma ser uma das partes mais trabalhosas da gestão de despesas. Comprovantes que somem, relatórios montados à mão, conciliação que toma dias do time financeiro, tudo isso consome tempo e gera erros.

O cartão corporativo muda essa dinâmica porque cada despesa já nasce registrada. A transação fica vinculada automaticamente a quem gastou, ao valor, à data e à categoria. Em soluções integradas, o colaborador só precisa anexar a nota fiscal, e o sistema cuida do restante.

O resultado é um fechamento mais rápido e confiável: menos digitação manual, menos retrabalho e menos risco de erro na conciliação. O financeiro deixa de gastar energia coletando comprovantes e passa a analisar o que realmente importa.

Como escolher o melhor cartão corporativo para a sua empresa

Com tantas opções no mercado, a escolha do melhor cartão corporativo passa por avaliar critérios que vão além da bandeira ou do banco emissor. Use este checklist como referência:

  1. Modelo de pagamento: pré-pago, pós-pago ou híbrido. Veja qual se encaixa no seu fluxo de caixa e nível de controle.
  2. Controle e limites: é possível definir limites por colaborador, por categoria e por período?
  3. Acompanhamento em tempo real: a plataforma mostra as transações no momento em que acontecem?
  4. Integração com a prestação de contas: o cartão se conecta ao processo de comprovantes e conciliação?
  5. Cartões virtuais: dá para emitir cartões virtuais para assinaturas e compras online com segurança?
  6. Relatórios e visão por centro de custo: os dados são organizados de forma útil para a tomada de decisão?
  7. Facilidade de uso para o colaborador: a experiência é simples, ou vai gerar atrito e resistência?
  8. Suporte e custos: quais são as tarifas, e o suporte atende quando você precisa?

A pergunta-chave é "qual solução reduz mais o trabalho manual e me dá mais controle?". Um cartão que economiza horas do time financeiro e evita gastos fora da política se paga rápido.

Como criar uma política de uso de cartão corporativo

Distribuir cartões sem regras claras é receita para descontrole. Uma política de uso bem definida é o que garante que o cartão corporativo cumpra seu papel de ferramenta de gestão. Ela deve responder, no mínimo:

O ideal é que essa política seja escrita, comunicada de forma clara a todos os usuários e revisada periodicamente. Quando as regras estão definidas dentro da própria plataforma do cartão, parte do controle acontece de forma automática, e o sistema simplesmente não autoriza gastos fora da política.

Como o Mixtra Corporate ajuda na gestão de despesas

O Mixtra Corporate foi pensado para empresas que querem sair do controle manual de despesas e ganhar previsibilidade. A solução reúne cartão corporativo, acompanhamento de gastos em tempo real e prestação de contas integrada em uma única experiência.

Na prática, isso significa menos planilhas, menos comprovantes perdidos e menos tempo gasto no fechamento. O financeiro enxerga cada despesa no momento em que acontece, define regras que valem automaticamente e fecha o mês com mais confiança nos números.

Para o colaborador, a vantagem é não precisar adiantar dinheiro nem montar relatórios complicados. Para a gestão, é ter o controle e a visão que faltavam para tomar decisões melhores.

O cartão corporativo empresarial se tornou uma peça central da gestão financeira. Bem implementado, com o modelo certo, regras claras e integração à prestação de contas, ele reduz trabalho manual, elimina o adiantamento de dinheiro e dá ao financeiro o controle que as planilhas nunca entregaram.

O próximo passo é avaliar como a sua empresa lida hoje com as despesas e onde estão os maiores gargalos. Se o controle manual já está pesando, conheça o Mixtra Corporate e veja como simplificar a gestão de despesas da sua empresa.

A Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa distante para se tornar parte da rotina das organizações, e poucas áreas sentem esse impacto com tanta intensidade quanto a Gestão de Pessoas.

A velocidade das mudanças é sem precedentes, e os líderes de RH se veem diante de uma pergunta que não dá para adiar: como preservar cultura, engajamento e talentos enquanto a tecnologia transforma a forma de trabalhar?

É exatamente esse o debate que o Mixtra, uma empresa DB1 Group, leva ao palco no dia 16 de julho, em co-realização com o podcast Na Trincheira. O Painel RH + IA reúne executivos de RH e profissionais da área de psicologia para discutir, na prática, como absorver a tecnologia de forma estratégica sem perder de vista o que há de mais humano na gestão de pessoas.

O que não muda quando tudo muda

Em meio à corrida pela adoção de novas ferramentas, uma constatação se impõe: a IA muda processos, mas não substitui cultura, propósito e vínculo. E são justamente esses fatores que sustentam os maiores desafios do RH hoje. Desafios estes que ganham nova complexidade quando a tecnologia entra em cena:

São perguntas sem resposta pronta, e é justamente por isso que o Painel RH + IA propõe uma conversa franca entre quem vive esses dilemas todos os dias.

Quem vai estar no palco

O painel traz convidados com vivência real em gestão de pessoas, recursos humanos, governança e saúde no trabalho, garantindo um debate que conecta estratégia, cultura e o lado humano da transformação.

Rafael de Paula - Coordenador de Gestão de Pessoas na DB1 Group e host do podcast Na Trincheira. Com mais de seis anos dedicados à cultura organizacional e ao desenvolvimento humano em um ambiente de alta complexidade, une inovação e tecnologia no dia a dia. É graduado em Ciência da Computação pela UEM e tem MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela FGV.

Beatrice Cardoso - Diretora de Governança Corporativa na TecnoSpeed, com atuação estratégica em governança, liderança e desenvolvimento organizacional no setor de tecnologia. Integra a alta liderança do Grupo TecnoSpeed e é reconhecida por sua contribuição em estratégia corporativa, ESG e fortalecimento da presença feminina em cargos de diretoria. Tem formação pela UniCesumar.

Matheus Riegler de Sousa - Psicólogo da Prisma Psicologia, formado pela UEM com ênfase em saúde e processos clínicos. Atua como psicoterapeuta e tem entre seus temas de interesse o sentido do trabalho na contemporaneidade, as relações interpessoais e o desenvolvimento das funções psicológicas superiores.

Ronaldo Loyola - Sócio fundador da Loyola HR Consulting, executivo multidisciplinar com mais de 35 anos de experiência corporativa em empresas dos segmentos de serviços, comércio e indústria. Atua estrategicamente em gestão de pessoas, cultura organizacional, liderança, transformação e desenvolvimento comportamental. É professor de pós-graduação em cursos de MBA, autor do livro Inteligência Cênica – a nova softskill do Mundo Corporativo e criador do conceito de Inteligência Cênica. Tem formação em Administração de Empresas e Ciências Contábeis, MBAs pela FGV, especialização internacional em Business and Management pela University of California e pós-graduações em Psicologia Organizacional, Neurociências e Comportamento, Medicina Comportamental, Direitos Humanos, Responsabilidade Social e Sustentabilidade.

Um encontro pensado para conexão (presencial e online)

O Painel RH + IA acontece no Lumino Park, um espaço novo e completamente equipado com recursos tecnológicos, área externa com jardim e uma atmosfera voltada ao bem-estar. A proposta é oferecer um ambiente que combina inovação e conforto, à altura da conversa que será conduzida ali.

O evento começa a partir das 18h30, com um welcome coffee, justamente para que os participantes possam ir direto do trabalho e aproveitar esse momento inicial para se conectar com outros profissionais antes do debate.

Para quem vai acompanhar online, a experiência também foi pensada com cuidado: entre 18h30 e 19h, serão promovidas dinâmicas de networking, criando espaço para troca e relacionamento até o início do painel. Ou seja, esteja você presencialmente ou à distância, a ideia é que todos participem.

Por que participar

Para líderes de RH, gestores e executivos C-level, o Painel RH + IA é uma oportunidade de:

Em um momento em que o RH ganha um papel cada vez mais estratégico, estar nessa conversa é também uma forma de se posicionar à frente das transformações que já estão em curso.

Serviço

As vagas são limitadas e a inscrição é gratuita. Garanta a sua presença pelo link oficial do evento:

👉 Fazer minha inscrição no Painel RH + IA

O segundo semestre começa com o orçamento do brasileiro apertado. Em abril de 2026, 80,9% das famílias declararam ter algum tipo de dívida. Esse é o maior índice da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC. Quase 30% estão com contas em atraso.

Esse cenário não para na portaria da empresa. Ele entra junto com o colaborador todo dia útil e aparece onde o RH menos quer ver: faltas, queda de produtividade e pedidos de demissão. É nesse contexto que o salário sob demanda empresa passa de conveniência a uma pauta estratégica para a área de recursos humanos.

Neste post você vai entender o que é o salário sob demanda, como o estresse financeiro vira absenteísmo e rotatividade, e o que sua empresa ganha ao oferecer acesso ao salário já trabalhado de forma simples e sem custo direto.

O que é salário sob demanda

Salário sob demanda é o benefício que permite ao colaborador acessar parte do valor referente aos dias já trabalhados antes do final do mês, a qualquer momento, sem precisar esperar a data tradicional de pagamento.

Diferente do adiantamento salarial clássico, em que a empresa libera um percentual fixo numa data única, aqui o colaborador pode escolher quando e quanto sacar, dentro de um limite definido pela empresa. Não é empréstimo: o adiantamento é sobre o que a pessoa já ganhou, normalmente sem juros para quem usa.

Para o RH é simples: o colaborador ganha controle sobre o próprio dinheiro e a empresa mantém a folha de pagamento organizada, porque o acerto acontece no fechamento do mês.

Como o estresse financeiro vira absenteísmo, presenteísmo e turnover

Dinheiro é a principal fonte de estresse no trabalho. Segundo a pesquisa Employee Financial Wellness, da PwC, as questões financeiras lideram as causas de stress entre funcionários, e cerca de 1 em cada 3 perde mais de três horas por semana tentando resolver problemas de dinheiro durante o expediente.

Esse desgaste se manifesta de três formas:

A conta é alta. OPAS e Banco Mundial estimam que os prejuízos ligados à saúde mental, que incluem absenteísmo, presenteísmo e aumento do turnover, equivalem a cerca de 4,7% do PIB brasileiro.

Como o salário sob demanda reduz absenteísmo e rotatividade

Quando o colaborador sabe que pode acessar o salário numa emergência, a ansiedade do “vai faltar antes do fim do mês” diminui. Esse é o principal mecanismo: previsibilidade emocional reduz o gatilho que gera falta e troca de emprego.

Os benefícios do salário sob demanda aparecem em três frentes:

Vale lembrar o tamanho do problema que está do outro lado. Substituir um colaborador custa caro: além da rescisão, há o tempo de recrutamento, a curva de aprendizado de quem entra e a sobrecarga do time enquanto a vaga fica aberta. Cada saída evitada por um benefício de custo baixo tem retorno direto sobre o orçamento do RH, e é exatamente por isso que o salário sob demanda entra na conversa de redução de turnover, não só de bem-estar.

O que o RH ganha ao oferecer salário sob demanda como benefício

Além disso, o salário sob demanda tem uma vantagem rara entre benefícios: custo próximo de zero para a empresa, já que o valor adiantado é do próprio colaborador. Na prática, recursos humanos ganham:

Como implementar com segurança

Para que o benefício gere resultado, melhore a implementação do salário sob demanda cuidando de três pontos:

  1. Integração com a folha de pagamento: o acerto no fechamento precisa ser automático e sem erro de cálculo.
  2. Regras claras de limite e frequência: defina quanto e com que frequência o colaborador pode sacar, e comunique a todos.
  3. Educação financeira junto: o acesso ao salário não pode virar mais um vetor de endividamento; oriente o uso consciente.

Uma empresa que adotou o salário sob demanda com governança transforma um benefício operacional em estratégia de retenção e employer branding.

Do problema à solução

O superendividamento não vai desaparecer no segundo semestre, mas o RH pode escolher como responder a ele. Oferecer acesso ao salário já trabalhado é uma forma direta de reduzir absenteísmo, fortalecer a retenção e mostrar cuidado real com a saúde financeira do time.

O Mixtra Money foi pensado para habilitar exatamente isso: levar o salário sob demanda à sua operação de forma simples, integrada à folha e com controle para o RH. Veja como funciona na prática.

Fontes

CNC — Endividamento das famílias atinge novo recorde (80,4%–80,9%)

Senado — Dívidas em recorde assombram as famílias brasileiras

PwC — Employee Financial Wellness Survey (via ABQV)

Mundo RH — Impacto financeiro de rotatividade, saúde mental e absenteísmo (OPAS/Banco Mundial)

Vital Work — Presenteísmo: o impacto invisível na produtividade

O segundo semestre começa com o mercado de benefícios em plena transformação. O Decreto nº 12.712/2025, publicado em novembro de 2025 e com vigência iniciada em fevereiro de 2026, promoveu as mudanças mais significativas no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) em décadas, e a parte mais crítica para o RH ainda está acontecendo.

O cronograma de interoperabilidade se estende até novembro de 2026. Junto com ele, chegam novas obrigações: regras mais rígidas sobre o uso do benefício, proibição de práticas comerciais abusivas e, principalmente, o direito do trabalhador à portabilidade, o que significa que os colaboradores já podem solicitar a troca de operadora, e a empresa é obrigada a acatar.

Quem ainda não revisou processos e contratos tem uma janela de ação antes que o segundo semestre chegue com todas essas novas regras em movimento.

O que é o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT)?

O Programa de Alimentação do Trabalhador foi instituído pela Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976, com o objetivo de promover a segurança alimentar e a alimentação saudável dos trabalhadores - prioritariamente os de baixa renda, em especial aqueles que recebem até cinco salários mínimos.

Sua gestão é compartilhada entre o Ministério do Trabalho e Emprego, a Receita Federal e o Ministério da Saúde. Para as empresas, a adesão ao PAT não é apenas um benefício social: ela garante incentivos fiscais reais, incluindo dedução no Imposto de Renda para pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real.

O novo decreto não criou o PAT, mas o modernizou. Depois de décadas com práticas que favoreciam grandes operadoras em detrimento dos estabelecimentos e dos próprios trabalhadores, o governo estabeleceu regras mais claras e mais exigentes.

O que já está em vigor desde fevereiro de 2026

Quatro mudanças entraram em vigor com o Decreto nº 12.712/2025 e já impactam a operação do RH agora.

Teto de taxas para estabelecimentos (MDR de 3,6%)

As operadoras estão proibidas de cobrar taxas superiores a 3,6% sobre as transações realizadas em restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos de alimentação. O efeito prático é a ampliação da rede de aceitação: estabelecimentos menores que antes recusavam determinadas bandeiras por causa de tarifas elevadas tendem a aderir ao sistema. Além disso, a previsibilidade de custo favorece especialmente o pequeno comércio.

Prazo de repasse de 15 dias corridos

As operadoras agora são obrigadas a repassar o valor das vendas aos estabelecimentos em até 15 dias corridos. Antes, esse prazo podia ultrapassar 30 dias, o que desestimulava a participação de pequenos comércios locais. A mudança beneficia o trabalhador indiretamente, pois mais estabelecimentos participantes significam mais opções de uso do vale alimentação (VA) e do vale refeição (VR).

Fim dos rebates e deságios

Qualquer vantagem comercial que não esteja diretamente vinculada à promoção da saúde e à alimentação do trabalhador via PAT está proibida. Isso inclui descontos escondidos na contratação (deságios) e incentivos indiretos ao colaborador para uso fora do escopo do programa. O RH que tem contratos com essas condições precisa revisá-los: cláusulas de rebate agora expõem a empresa a risco de não conformidade.

Controle por CNAE obrigatório

O saldo de vale alimentação e vale refeição só pode ser utilizado em estabelecimentos compatíveis com alimentação como restaurantes, supermercados, padarias, açougues e similares. O ponto de atenção aqui é que o bloqueio precisa ser tecnológico e automático. Não basta confiar no comportamento do colaborador: a plataforma deve garantir que o saldo não seja aceito em estabelecimentos fora do escopo alimentar, sob risco de a empresa perder os incentivos fiscais do programa.

O que muda no 2º semestre: o cronograma de interoperabilidade

Aqui está o coração das mudanças que o RH precisa monitorar nos próximos meses.

Maio de 2026: As grandes operadoras, aquelas com mais de 500 mil trabalhadores vinculados, são obrigadas a abrir seus sistemas para a participação de outras empresas credenciadoras. Na prática, é o início do fim do modelo fechado, em que cada operadora controlava sua própria rede de aceitação.

Novembro de 2026: A interoperabilidade deve estar 100% implementada. Qualquer cartão do PAT deverá ser aceito em qualquer terminal habilitado do país, independentemente da bandeira. A situação em que o colaborador ouve "essa máquina não aceita esse cartão" tende a deixar de existir.

Portabilidade (o que o RH precisa saber agora): o trabalhador pode solicitar gratuitamente a transferência do saldo acumulado e dos créditos futuros para a operadora de sua preferência. A empresa é obrigada a acatar. O RH precisa ter um processo definido para receber e processar essas solicitações, e comunicar aos colaboradores que esse direito existe antes que eles descubram por conta própria e cheguem sem fluxo definido para responder.

O que o RH precisa revisar antes do 2º semestre

1. Contrato com a operadora atual

O MDR cobrado está dentro do teto de 3,6%? Existem cláusulas de rebate ou deságio que agora são ilegais? Esse é o ponto de partida da revisão.

2. Controle por CNAE

A plataforma atual garante o bloqueio automático de uso em estabelecimentos fora do escopo de alimentação? Se a resposta não for um "sim" confirmado, há risco fiscal real.

3. Processo para portabilidade

O RH tem um fluxo para receber e processar solicitações de portabilidade? Comunicar proativamente o direito aos colaboradores reduz a carga operacional de responder dúvidas e evita surpresas na folha de pagamento.

4. Registro PAT ativo

Empresas que optam pelo incentivo fiscal precisam manter o registro ativo junto ao Ministério do Trabalho e Emprego. Vale conferir se o cadastro está em dia antes do segundo semestre.

5. Avaliação da solução atual

Novembro de 2026 é o prazo limite para interoperabilidade completa. Esperar até lá para avaliar se a solução atual atende às novas exigências é deixar a decisão em cima da hora e sem tempo hábil para uma transição organizada.

Mercado aberto, mais escolha: uma janela estratégica para o RH

A interoperabilidade e a portabilidade, na prática, são uma sinalização clara do governo: o mercado de benefícios de alimentação precisa ser mais competitivo, transparente e centrado no trabalhador.

Para o RH, isso representa uma janela real para reavaliar o fornecedor atual sem amarras. O valor do benefício não muda, mas a experiência do colaborador e a segurança operacional do RH podem ser muito diferentes dependendo da plataforma escolhida.

Soluções que combinam conformidade com o Programa de Alimentação do Trabalhador, controle efetivo por CNAE e flexibilidade de categorias, reunindo vale alimentação, vale refeição e outros benefícios em um único cartão, com gestão via app, ganham relevância nesse cenário.

É nesse contexto que o Mixtra Benefits, agora operando a plataforma DUCZ, se posiciona: uma solução que une a conformidade exigida pelo novo decreto, a flexibilidade que o trabalhador moderno espera e o controle que o RH precisa, sem a complexidade de gerenciar múltiplos fornecedores.

Quer entender como o Mixtra Benefits pode simplificar a gestão de benefícios da sua empresa já no segundo semestre? Fale com a gente.

O PAT 2026 chegou e o 2º semestre não espera

O novo decreto é uma reconfiguração do mercado de benefícios que já está em curso. O RH que se antecipa tem mais controle sobre compliance, custos e experiência do colaborador. O que ainda está por vir no segundo semestre não precisa pegar ninguém de surpresa, desde que a revisão comece agora.

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